A saúde física se conecta ao bem-estar psíquico

Profissional : Camila Ferro
  CRP : 06/106310

Quando o traje não condiz com a ocasião

Você tem um evento importante, do qual não quer participar mas tem que ir, passa dias pensando no que vestir, se sente angustiado por não saber o que escolher, então chega o grande dia e você enfim se arruma, cria coragem e vai, mas quando chega ao local percebe não ter feito a melhor escolha para a ocasião e se sente um peixe fora d´água, porque acha que o vestido não é muito discreto e não a deixa à vontade, ou que a gravata chama mais atenção do que a camisa, o sapato aperta e o salto está muito alto, “meu Deus”, impossível sentir os pés; e então, você não aproveita o momento, pois só pensa em ir embora, para poder tirar tudo aquilo que está incomodando e enfim voltar a se sentir à vontade consigo mesmo.

Isso já aconteceu com você? Já se sentiu angustiado por achar que a roupa não combinava com a ocasião, ou que a ocasião não combinava com você? Te fazendo se sentir fora de seu habitat natural, desconfortável, como se, naquele momento, toda a atenção do mundo estivesse voltada a sua pessoa e você só quisesse fugir para vestir um pijama?

É, parece ser uma tortura ter que vestir algo que não nos deixa à vontade, ainda mais quando se trata de uma imposição social, imagina então, como deve ser quando precisamos tirar mais do que as roupas para nos sentirmos bem.

Já parou para pensar como seria viver nesse desconforto de ter que estar sempre vestido de acordo com o que os outros esperam? De como deve ser a vida de meninos e meninas que se sentem obrigados a se vestiram de meninas e meninos, sempre com vestidos apertados e gravatas sufocantes? E tudo porque, ainda temos uma sociedade incapaz de entender e ao menos respeitar e aceitar, que XX e XY não é matemática e que na verdade somos a soma complexa do bio(lógico), psico(lógico) e social.

Tomboy (filme de 2011 que aborda a questão de identidade de gênero), retrata a história de uma menina de 10 anos que consegue sentir, pela primeira vez, a liberdade de se despir e poder usar “pijamas”, de ser aceita, e de se sentir bem e feliz assim; o que é interrompido ao ressurgir, depois de ser descoberta sua identidade física, a imposição social do ter que se vestir de acordo com a ocasião. O que pode causar grande sofrimento e danos psicológicos àqueles que não conseguem usar a roupa que gostariam.

Mas, e você? Se sente feliz com as roupas da moda e consegue deixar ser feliz quem prefere usar as que estão fora dela?

Camila Ferro

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